Chopp, a Cerveja de Barril
Cerveja é a bebida alcoólica mais consumidas no Brasil, cerca de 50 litros por ano per capita. Todos sabem que o chopp também é uma cerveja, mas muitos ignoram a diferença entre ambas. A resposta é simples: diferem apenas pelo período de conservação. Enquanto que a cerveja em lata ou garrafa se presta para guarda mais ou menos prolongada, o chopp não. Após todo o complicado processo de produção a cerveja deve ser pasteurizada. Isto consiste em submete-la a um tratamento térmico de maneira a garantir sua higienização e conservabilidade. No chopp é diferente. Depois de pronta, a cerveja é colocada em barris ou tambores metálicos sem ser pasteurizada. Daí a necessidade de ser consumida em curto prazo. Para não alterar a qualidade os recipientes devem ser conservados em baixa temperatura por poucos dias até a hora do consumo. Como a cerveja está em constante evolução biológica, ela se deteriora com o tempo. Portanto quanto mais jovem for tomada melhor. Para ter certeza de estar tomando uma cerveja fresca, recém produzida, nada mais garantido que o chopp.
Os copos são outro detalhe que faz parte do mundo do chopp. Para os bebedores mais sofisticados, existem biertulipe de cristal com 24% de chumbo. Cada uma dessas taças custa dezenas de vezes mais que o conteúdo e na hora de brindar é preciso tomar muito cuidado, pois as paredes são finas e delicadas. Já nas cervejarias, onde o brinde é mais efusivo, os copos e canecas são de vidro resistente para suportar os choques que normalmente ficam sujeitos. A capacidade também tem influência no sabor do chopp. Tulipas mantém a temperatura até o fim; nos copos maiores, o chopp se aquece tornando-o desagradável. Não chega a ser um exagero, mas nas cervejarias de Munique, por exemplo, o chopp é servido em canecas de 1 litro, ainda muito pouco se comparado com a “bota”. Do tamanho exato de um calçado número 42 para montaria, com certeza deve comportar mais de 10 litros. Pelo volume é provável que deva circular entre várias pessoas.
O fato é que nos lugares onde o chopp é servido de forma correta, a diferença é tão marcante em relação aos demais que a fama acaba se espalhando por unanimidade. Quem já não foi ou ouviu falar no Pingüim de Ribeirão Preto, o Bar Léo no centro e Zur Alten Mühle no Campo Belo, ambos em São Paulo, apenas para citar alguns exemplos. Qual o segredo? Um chopp bem tirado.



